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Em 1475,
D. Afonso V outorgou o titulo de barão de Alvito ao
funcionário régio João Fernandes da Silveira, cujos
descendentes viriam a ser titulados de marqueses. Alguns
anos mais tarde, em 1482, o mesmo monarca concedeu ao barão
e a sua mulher o direito de aí construírem um castelo, e o
outorgou-lhes consequentemente o senhorio da vila e dos
povoados limítrofes. A empreitada terá começado apenas em
1494, segundo reza uma lápide colocada sobre a porta de
entrada, tendo corrido já a cargo
do 2º barão, D. Diogo Lobo da Silveira, que recebeu novas
confirmações da licença régia em 1489 e em 1497, outorgadas
por D. João II e D. Manuel. A última carta de confirmação
esclarece a importância estratégica do castelo para a defesa
da região, dominando uma suave elevação sobre as planícies a
noroeste de Beja, e facultando refúgio aos moradores. No
entanto, a feição militar conjugava-se claramente com uma
dimensão mais palaciana, fazendo do castelo de Alvito um
paço fortificado, ou um castelo-palácio, designação preferida por alguns autores.
Trata-se de um edifício de planta rectangular, definindo um
pátio interior onde se ergue, a noroeste, a torre de
menagem, mais elevada e de planta quadrada, adossada ao pano
de muralha.
O castelo foi recuperado, e está transformado em pousada de
Portugal deste 1993, data da inauguração.
Textos retirados do site www.ippar.pt |