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O
castelo de Arraiolos foi mandado edificar pelo rei D. Dinis,
no início do século XIV, existindo um documento coevo que
nomeia o mestre João Simão, possível arquitecto do
monumento. Mas já em 1217, quando D. Afonso II faz a doação
da Herdade de Arraiolos ao primeiro bispo de Évora após a
Reconquista, D. Soeiro, é referida a autorização régia para
que aí se erga um castelo, no local onde existia um castro
proto-histórico (confirmado por vestígios arqueológicos). Ao
longo da centúria a escassa ocupação humana da zona foi-se
densificando, até levar à formação de um núcleo de
importância suficiente para justificar o investimento régio
num Paço e fortificação envolvente, aparentemente levantados
entre 1310 (ano da confirmação da carta de foral de
Arraiolos) e 1315.
O castelo era ainda habitado em finais do século XVI, mas
por pouco tempo mais; em 1613, o estado de ruína do conjunto
era já denunciado pela Câmara local. As Guerras da
Restauração causaram ainda mais degradação, apesar de
algumas obras ordenadas por D. João IV. Da barbacã,
sabe-se que estava em ruína em meados do século XVII, quando
o Paço e a Torre de Menagem eram já inabitáveis, tendo o
terremoto de 1755 apenas acrescentado à destruição geral.
Textos retirados do site www.ippar.pt |