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Implantado num dos pontos mais elevados da Serra de Ossa, o
Castelo de Évora-Monte remonta ao século XII, altura em que
a localidade foi conquistada aos mouros por Geraldo Sem
Pavor. No século XIII, foi-lhe concedido o primeiro foral
(1248), posteriormente renovado em 1271. Ambas estas
tentativas de estabelecer o povoamento não parecem ter tido
grande sucesso, e D. Dinis, em 1306, ordenou a fortificação
da vila, restando dessa campanha a cerca amuralhada e as
portas dionisinas.
Com a subida ao trono de D. João I, o Castelo passou para a
posse de D. Nuno Álvares Pereira. Da campanha de
reconstrução do tempo de D. Manuel I, data o célebre Paço
fortificado, com quatro torreões cilíndricos definindo um
perímetro quadrangular, de eminente gosto italianizante, e
decorado nos panos com nós pétreos, que lhe conferem
particular sabor. Esta campanha palaciana é atribuída à
direcção dos arquitectos Diogo e Francisco de Arruda.
Ao longo dos séculos da modernidade a povoação perdeu
importância e poder, e a 24 de Outubro de 1855 o seu
concelho foi definitivamente extinto, sendo o seu antigo
termo repartido pelos concelhos vizinhos de Estremoz, Évora,
Arraiolos e Redondo. As primeiras obras de restauro
acontecem nas décadas de 30 e 40 do século XX, e um projecto
global de intervenção foi realizado já nos anos 80.
Textos retirados do site www.ippar.pt |