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O Castelo
de Castelo de Vide terá sido iniciado no século XIII pela
mão de D. Sanches, senhor igualmente de Portalegre e de Marvão.
As décadas finais do
século XIII foram de certa tensão, uma vez que D. Dinis
tentou, por várias vezes, retirar a vila a seu meio-irmão.
Antes de findar o século, D. Dinis conseguiu finalmente
apoderar-se da vila e terá sido a partir de então que se
procedeu à segunda fase de obras no castelo.
A terceira grande fase de obras aconteceu no século XVII,
durante as Guerras da Restauração. Em 1641, imediatamente
após a proclamação da Independência, iniciaram-se os
trabalhos, que foram apressados e ampliados a partir de
1642, sob projecto de Nicolau de Langres. Em 1660, no auge
deste processo de fortificação, a praça albergava uma
guarnição de 600 homens e três companhias de cavalaria, o
que revela a sua importância. Ela integrava dois fortes, o
do castelo (a poente) e o de São Roque (a nascente), de
planta estrelada e com amplos baluartes e desníveis de
terrenos, interligados por uma extensa linha de muralhas que
circundava a vila, já extraordinariamente expandida desde o
primitivo núcleo medieval.
Desactivada de 1823, a fortaleza permanece como uma
importante silhueta militar na raia, evocadora do passado
guerreiro e da importância que teve nos muitos recontros
entre portugueses e espanhóis ao longo da História.
Textos retirados do site www.ippar.pt |