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As terras
de Avis, habitadas pelo menos desde o domínio romano, e
então recém-conquistadas aos mouros, foram outorgadas por
Afonso Henriques à Ordem de Évora (Milícia dos Freires ou
Cavalaria de Évora), em 1211, com a condição de aí ser
edificado um castelo. A povoação viria a dar novo nome à
Ordem, que passaria a ser nomeada de São Bento de Avis, e em
seu torno desenvolver-se-iam muitas outras localidades
pertencentes ao extenso senhorio desta obediência da Ordem
de Calatrava, que depressa dividiria o domínio do nordeste
alentejano com as igualmente poderosas Ordens do Templo e de
Santiago. Em Avis, o castelo foi imediatamente erguido pelo
terceiro mestre da Ordem, D. Fernão Anes ou Eanes, que
fundou a vila logo em 1214, e nela instalou a sede da
milícia, passando a promover o povoamento do local.
Do
conjunto, restam três das seis torres originais, e alguns
cubelos e panos da muralha da vila, na sua maior parte
adaptados por construções modernas, integrando ainda algumas
portas, abertas ou entaipadas. De realçar o aparelho em
espinha de alguns troços da muralha. A Torre de Menagem, já
quatrocentista, foi infelizmente destruída no século XX
(1915-18), restando as torres (todas de planta quadrangular)
de Santo António e São Roque, e a Torre da Rainha ou do
Convento, situada na vizinhança deste monumento.
Textos retirados do site www.ippar.pt |